SÉRIE ESPECIAL: RAIO-X DE PONTAL DO PARANÁ REPORTAGEM 2 | SAÚDE PÚBLICA
Existe um ditado comum entre os moradores locais: "não nascem pontalenses". A frase, que poderia ser apenas uma força de expressão, reflete uma das realidades mais duras e tristes do município. Com mais de 30 anos de história e uma população que cresce a cada censo, Pontal do Paraná ainda não conta com um hospital próprio, muito menos com uma maternidade.
O direito básico de uma mãe dar à luz na cidade onde vive e paga seus impostos é negado diariamente. As gestantes de Pontal dependem do sistema de regulação e precisam se deslocar para municípios vizinhos para o acolhimento e acompanhamento dos partos, transformando um momento que deveria ser de alegria em uma jornada de angústia pelas rodovias do litoral.
A Sobrecarga em Paranaguá e o Risco Diário
O destino da esmagadora maioria dos casos complexos e nascimentos do litoral é o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá. O problema é que o HRL já atende a demanda de todos os sete municípios da região. Relatos de superlotação, filas de espera e equipes médicas trabalhando no limite são frequentes, uma situação que se agrava drasticamente durante a temporada de verão, quando a população flutuante se multiplica.
A ausência de uma estrutura hospitalar em Pontal não é apenas uma falha administrativa; é um risco diário à vida dos moradores. Depender de estradas para atendimentos de emergência ou para partos é um reflexo claro de que as prioridades da gestão municipal precisam ser revistas com urgência. A saúde de Pontal do Paraná, hoje, respira por aparelhos.
O Remédio Contra a Velha Política
O colapso na saúde pública tem cobrado um preço alto não apenas da população, mas também das velhas figuras políticas. Nomes tradicionais, que costumam "cair de paraquedas" em Pontal do Paraná apenas em época de eleição, já percebem uma forte rejeição nas ruas. A credibilidade de outrora ruiu aos olhos de um povo que assiste, impotente, ao pouco progresso de sua cidade, especialmente na garantia do direito à vida e à saúde básica.
É justamente da exaustão com esse cenário que uma nova política está surgindo. Novos nomes — cidadãos que não se consideram políticos tradicionais, mas que estão profundamente indignados com a situação — despontam como uma opção que desperta esperança. A mensagem desse grupo é clara e direta: não se deve mais dar espaço para a velha política que deixou a saúde do município chegar a esse ponto crítico.
Um dos líderes desse movimento de renovação é Jeffrey Chiquini, empresário bem-sucedido e um dos maiores nomes do meio jurídico no Brasil atualmente. Pré-candidato a deputado federal pelo partido Novo, Chiquini resume o sentimento de quem decidiu sair da indignação para a ação, especialmente frente à falta de estrutura hospitalar: "Não somos políticos, somos cidadãos que, como vocês, estamos indignados com o cenário da política atual, então é nossa obrigação transformar essa revolta em ação".
Para endossar a necessidade urgente de novos nomes para resolver as principais demandas do município — com foco total na construção de um sistema de saúde independente e digno —, lideranças de peso visitaram recentemente Pontal do Paraná. A comitiva, que alinha com esse discurso de renovação, contou com:
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Sergio Moro: Senador e pré-candidato ao Governo do Estado (PL)
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Rosangela Moro: Pré-candidata a deputada federal (PL)
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Renato Emanuel: Pré-candidato a deputado estadual (Novo)
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Jeffrey Chiquini: Pré-candidato a deputado federal (Novo)
O grupo reforça o compromisso de cobrar e atuar para que a cidade deixe de depender de municípios vizinhos. A promessa que fica é a de que, com coragem e gestão técnica, o litoral paranaense poderá finalmente curar suas feridas estruturais, garantindo que as futuras gerações tenham, enfim, o orgulho e a segurança de nascer em Pontal do Paraná.