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QUANDO A PESQUISA ASSUSTA, O ATAQUE COMEÇA

QUANDO A PESQUISA ASSUSTA, O ATAQUE COMEÇA
Moro dispara, Sandro Alex fica em terceiro — e o nervosismo no Palácio Iguaçu aumenta

O tom cada vez mais agressivo dos ataques do governador Ratinho Junior contra o senador Sérgio Moro tem uma explicação política bastante simples: as pesquisas estão mostrando um cenário que o grupo governista não esperava enfrentar.

E não é apenas um levantamento isolado.

A nova pesquisa Neokemp, divulgada nesta quinta-feira (10) pela Gazeta do Povo, coloca Sérgio Moro na liderança com 48,8% das intenções de voto, contra 23,3% de Requião Filho e 20,4% de Sandro Alex, que aparece em terceiro lugar. Moro abre, portanto, uma vantagem de 25,5 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

O resultado ganha ainda mais peso quando colocado ao lado de outros levantamentos recentes.

Na Paraná Pesquisas, Moro aparece com 45%, Requião Filho com 24% e Sandro Alex com 17,5%.

Na Quaest, Moro registra 37%, Requião Filho 21% e Sandro Alex 15%.

São institutos diferentes, metodologias diferentes e pesquisas realizadas em momentos distintos da corrida eleitoral. Mas há uma convergência que chama a atenção:

Sérgio Moro lidera.
Requião Filho aparece na segunda posição.
E Sandro Alex, candidato apoiado pelo governador, aparece em terceiro.

É justamente essa realidade que parece ter transformado Sérgio Moro no principal alvo dos ataques do grupo governista.

A pergunta que fica é: se a candidatura de Moro não incomodasse, por que tamanho esforço para atacá-la?

Talvez porque o que esteja realmente em disputa não seja apenas uma eleição, mas o controle político de um ciclo que se consolidou no Paraná.

A chamada “República de Jandaia do Sul”, expressão usada para simbolizar o núcleo de poder e influência construído em torno do atual grupo governista, começa a ser confrontada por uma nova configuração política.

E a chamada “República de Curitiba” surge como símbolo de uma alternativa baseada em renovação, independência e mudança de comando.

O eleitor paranaense pode estar diante de uma escolha muito maior do que simplesmente votar em um candidato.

Pode estar escolhendo entre a continuidade de um modelo de poder ou o início de um novo ciclo político.

Entre o compadrio e a meritocracia.

Entre a concentração de poder e a alternância.

Entre a velha política de grupos e uma nova disputa pelo futuro do Paraná.

No fim, pesquisas podem ser contestadas, números podem variar e a campanha ainda está longe de terminar.

Mas uma coisa já está evidente:

Quando o adversário cresce nas pesquisas, os ataques aumentam.

E quando um candidato apoiado pelo governo aparece em terceiro lugar em diferentes levantamentos, talvez o problema não esteja na pesquisa.

Talvez esteja no próprio cenário eleitoral.

O Paraná está olhando.
As pesquisas estão mostrando.
E o eleitor vai decidir.

Pode estar chegando ao fim o ciclo do compadrio.

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