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Política

​Sérgio Moro defende projeto de longo prazo para as ferrovias do Paraná

28/07/2026 12:09 49
​Sérgio Moro defende projeto de longo prazo para as ferrovias do Paraná
​Em audiência da ANTT sobre a Malha Sul, senador apontou gargalos na logística atual e pediu contornos ferroviários e reinvestimento de recursos no estado.

O senador Sergio Moro acompanhou, nesta segunda-feira (27), a audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que debateu o futuro da Malha Sul em Curitiba. O encontro reuniu lideranças políticas e do setor produtivo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para discutir o edital da nova concessão das ferrovias da região.

Ao lado de Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Fiep, Moro criticou o contrato atual de concessão. Segundo ele, o modelo vigente não entregou as obras necessárias nem acompanhou o ritmo de crescimento do agronegócio e da indústria do Sul nos últimos anos.

Para o senador, a renovação da concessão precisa resolver problemas antigos do Paraná. Entre as propostas apresentadas por ele, estão:

Novos trechos estratégicos: a criação de uma nova ligação entre Guarapuava e Irati para agilizar o transporte de cargas, já que a rota atual é lenta, além da integração da Ferroeste ao sistema.

Segurança nas cidades: a construção de contornos ferroviários para retirar os trens de carga de dentro das áreas urbanas. O senador destacou que, além de Curitiba — que sofre com acidentes frequentes —, municípios como Ponta Grossa também precisam dessa obra.

Ajustes locais: mudanças no traçado dos trilhos em Ponta Grossa para permitir a ampliação do aeroporto regional.

Recursos no estado: garantia de que o dinheiro arrecadado com a operação das ferrovias paranaenses seja investido prioritariamente em obras no próprio Paraná.

A reunião promovida pela ANTT faz parte da fase de consulta pública. As sugestões apresentadas pelas lideranças locais e pela população serão avaliadas pela agência antes da publicação do edital definitivo da Malha Sul, que vai definir quem assume o serviço e quais obras serão obrigatórias nos próximos 30 anos.

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