Abrabar alerta para pressão sobre bares e restaurantes e pede bom senso nas fiscalizações
A entidade ressalta que não é contra a fiscalização. Ao contrário: empresários que trabalham regularmente também são os primeiros interessados em que a legislação seja cumprida e que aqueles que atuam de forma irregular sejam responsabilizados.
O problema, segundo a Abrabar, é quando a fiscalização deixa de ser uma ferramenta de orientação e organização urbana e passa a ser percebida pelo empresário como uma ameaça permanente à continuidade da atividade.
“Fiscalizar é obrigação do poder público. Mas o empresário precisa ser tratado como empreendedor, como cidadão e como parceiro da cidade, e não como marginal”, é a posição defendida pela entidade.
Um setor pressionado por todos os lados
A situação econômica do segmento já é delicada.
Bets, jogos eletrônicos, plataformas digitais e novas formas de entretenimento passaram a disputar diretamente o dinheiro e o tempo que antes eram destinados ao consumo presencial.
As chamadas canetas emagrecedoras também provocaram mudanças no comportamento de parte dos consumidores, com reflexos percebidos no movimento de bares, restaurantes e casas noturnas.
Além disso, o setor passou a enfrentar uma nova modalidade de prejuízo: fraudes relacionadas às plataformas de delivery.
A Abrabar chama atenção para relatos de pedidos contestados de maneira indevida e para a possibilidade de utilização de ferramentas de inteligência artificial na manipulação de imagens apresentadas para justificar pedidos de reembolso.
Para o empresário, o problema é grave: o estabelecimento assume o custo do produto, da mão de obra, da embalagem e da operação e ainda pode sofrer prejuízo decorrente de uma contestação fraudulenta.
“Não podemos ter o poder público como mais uma dificuldade”
Na avaliação da Abrabar, o setor já suporta uma carga elevada de desafios.
Depois das dificuldades enfrentadas durante a pandemia, os empresários precisam lidar com custos operacionais, mudanças no comportamento do consumidor, concorrência de novas modalidades de entretenimento, problemas nas plataformas digitais e insegurança jurídica.
“Se, além de tudo isso, o poder público passar a ser visto pelo empresário como mais uma ameaça, estaremos colocando uma pá de cal sobre um setor que precisa justamente de incentivo para continuar gerando emprego e renda.”
A entidade defende uma relação baseada em orientação, diálogo, prevenção e proporcionalidade, sem abrir mão da fiscalização ou do cumprimento das regras.
Bares e restaurantes fazem a cidade pulsar
A Abrabar também destaca que a importância do setor vai muito além do estabelecimento comercial.
Curitiba vem ampliando sua agenda de shows, eventos e atrações culturais. Cada grande evento movimenta uma cadeia econômica que começa muito antes da abertura dos portões e continua depois que o espetáculo termina.
São produtores, técnicos, seguranças, garçons, cozinheiros, motoristas, fornecedores, artistas, profissionais de limpeza, trabalhadores do comércio e inúmeros outros profissionais envolvidos direta ou indiretamente.
E existe uma etapa fundamental dessa cadeia: o consumo depois dos eventos.
Quem trabalha, participa ou acompanha um show precisa de restaurantes, bares, lanchonetes, casas noturnas e outros estabelecimentos para continuar sua experiência na cidade.
Por isso, fortalecer bares e restaurantes significa também fortalecer o turismo, a cultura, os eventos e a economia urbana.
“Uma cidade cheia de shows e eventos precisa de uma gastronomia forte e de uma vida noturna viva. Não existe turismo pulsando sem bares, restaurantes e entretenimento funcionando.”
Ano eleitoral exige ainda mais responsabilidade
A entidade também manifesta preocupação com o contexto eleitoral.
Em um ano de disputa política, a Abrabar considera fundamental que qualquer ação de fiscalização seja baseada em critérios técnicos, objetivos, transparentes e isonômicos, evitando qualquer possibilidade de percepção de seletividade ou tratamento diferenciado entre estabelecimentos.
O pedido não é por privilégio ou impunidade.
É por segurança jurídica, respeito e equilíbrio.
O setor quer cumprir as regras, trabalhar, gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento de Curitiba e do Paraná.
“Não queremos privilégios. Queremos respeito. Fiscalização, sim. Abuso, não. O empresário precisa ser visto como parte da solução e como parceiro do poder público.”
Para a Abrabar, marginalizar um setor que absorve grande quantidade de mão de obra e movimenta turismo, cultura, gastronomia e entretenimento significa prejudicar não apenas os empresários, mas toda a cadeia econômica que depende desses estabelecimentos. https://www.instagram.com/stories/jrazevedooficial/3972665569937207508?utm_source=ig_story_item_share&igsi=MWtnMDdydzg1emlkcQ== https
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