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Aumento dos Pedágios: O Câncer das estradas no Paraná e a Falsa Modernização milionárias, enquanto estados vizinhos operam com tarifas justas.

Aumento dos Pedágios: O Câncer das estradas no Paraná e a Falsa Modernização milionárias, enquanto estados vizinhos operam com tarifas justas.
Com um dos pedágios mais caros do pais, gestão Ratinho Junior e Sandro Alex espelha cartilha lulista ao sucatear vias para justificar concessões milionárias, enquanto estados vizinhos operam com tarifas justas.

A população paranaense é obrigada, mais uma vez, a arcar com o custo de uma engrenagem que penaliza o motorista e encarece o custo de vida. O pedágio, historicamente tratado como o "câncer das rodovias" no estado, volta a pesar de forma impiedosa no bolso do consumidor. Com as novas tarifas estabelecidas, a artéria vital para o escoamento, desenvolvimento e turismo das cidades da costa paranaense, a tarifa para carros de passeio na praça de São José dos Pinhais saltou para R$ 25,50. Isso significa que uma simples viagem de ida e volta entre Curitiba e a região costeira, como Pontal do Paraná, impõe um custo de R$ 51,00 apenas em pedágio para um veículo leve na tarifa cheia. Caminhões e ônibus de oito eixos chegam a pagar exorbitantes R$ 204,00 por passagem.

O impacto não para por aí, pela Via Araucária, automóveis simples passam a pagar R$ 11,30 na praça de Imbituva e R$ 12,90 na Lapa. Para os caminhoneiros, a conta é ainda mais sufocante: veículos de oito eixos desembolsam R$ 90,40 e R$ 103,20 nas mesmas praças, respectivamente. Vale lembrar que o contribuinte já arca com o IPVA,  um imposto rigoroso que, em sua essência, deveria ser revertido para a manutenção da infraestrutura viária e urbana. O que se vê, contudo, é a dupla tributação de um serviço essencial.  

A promessa do governador Ratinho Junior e de seu secretário de Infraestrutura, Sandro Alex, era a de modernizar as estradas do Paraná. Entretanto, o modus operandi da atual gestão estadual parece ter sido copiado da mesma cartilha criticada por eles quando aplicada pelo governo Lula: a estratégia do sucateamento intencional. A metodologia é perversa e bem articulada. Primeiro, deixa-se a população sofrer com estradas esburacadas, sem sinalização adequada e perigosas, como era amplamente visto nos meses de vácuo de manutenção antes das atuais concessões, a exemplo da EPR Litoral Pioneiro. Quando o desgaste popular atinge o ápice, o governo entra em cena apresentando a "solução": entregar o patrimônio viário para empresas privadas, assinando contratos que blindam as concessionárias e jogam a conta no colo do usuário. Ao precarizar o bem público, o governo cria a falsa percepção de que aceitar qualquer serviço terceirizado — independentemente do preço — é uma necessidade de sobrevivência.

O abismo dessa narrativa fica escancarado quando olhamos para fora das fronteiras paranaenses. Estados vizinhos governados pela direita provam que é perfeitamente viável gerir rodovias e promover o desenvolvimento sem extorquir o cidadão. Em São Paulo, sob a administração de Tarcísio de Freitas, e em Santa Catarina, governada por Jorginho Mello, observa-se uma dinâmica onde o preço cobrado nas cancelas é consideravelmente mais justo e proporcional à entrega. A título de comparação, no corredor da BR-116 (Autopista Régis Bittencourt), que interliga o Paraná a São Paulo, a tarifa básica cobrada nas praças paulistas e na praça paranaense de Campina Grande do Sul é de apenas R$ 4,30.

A pergunta que ecoa no painel de todo motorista paranaense é inevitável: como estados limítrofes, operando em condições geográficas, climáticas e logísticas quase idênticas, conseguem manter um sistema de concessão com preço justo, enquanto o Paraná insiste em ser laboratório para tarifas abusivas?

Enquanto a resposta não vem, o custo logístico continuará inflando o preço do prato de comida na mesa do paranaense e restringindo o direito de ir e vir, patrocinando lucros corporativos em troca de uma "modernização" que chega, antes de tudo, no recibo impresso na cancela.

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