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Política

Fui retirado da CPI para não votar”, diz Moro após manobra do governo Lula

Em entrevista coletiva no Senado, nesta terça-feira (14), o senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que sua retirada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi resultado de uma articulação política para impedir sua participação na votação do relatório final.

Segundo Moro, a decisão não teve caráter técnico, mas sim estratégico:

*“Fui retirado da CPI justamente no momento decisivo, para não poder votar o relatório final”**, declarou o senador.

 

Moro criticou a condução dos trabalhos e afirmou que houve interferência do governo federal:

*“Essa foi uma manobra clara para controlar o resultado da comissão e evitar posições independentes”**, disse.

 

Moro também destacou que sua atuação na CPI vinha sendo firme no combate ao crime organizado e que sua exclusão compromete a credibilidade da investigação. *“Quando se impede um parlamentar de votar, o que está em jogo não é só um nome, mas a própria transparência do processo”**, afirmou.

 

A CPI do Crime Organizado foi instalada com o objetivo de investigar a atuação de facções criminosas no país e possíveis conexões com agentes públicos. A retirada de Moro, segundo ele, enfraquece o debate e levanta questionamentos sobre a imparcialidade do relatório final.

 

O senador concluiu reforçando sua posição.

*“Vou continuar defendendo o combate rigoroso ao crime organizado, dentro ou fora da CPI”**.

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