Moro avisa que terá mão firme com a Copel: ‘Tem alguma coisa errada lá e vamos corrigir’”
O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou nesta quinta-feira (3), durante encontro com moradores e produtores rurais na Colônia Murici, em São José dos Pinhais, que terá uma postura firme na cobrança por melhorias no serviço da Copel. Diante dos relatos de quedas sucessivas de energia, inclusive de moradores que chegaram a ficar três dias sem luz, Moro afirmou que vai exigir investimentos e qualidade no fornecimento.
“A mão firme do governador tem que garantir o bom serviço da Copel. Nós vamos exigir que a Copel preste o serviço de qualidade que historicamente prestou ao povo do Paraná. Tem alguma coisa errada lá e vamos corrigir!”, afirmou.
Moro classificou como “inaceitável” a precariedade do serviço diante do aumento superior a 20% na conta de luz. Segundo ele, o governo estadual terá que cobrar da companhia um plano de investimentos capaz de resolver definitivamente os problemas de fornecimento, especialmente nas áreas rurais.
“Em visita aqui na Colônia Murici, falando com os agricultores, a grande reclamação é energia ruim, quedas sucessivas da Copel, gente que ficou até três dias sem energia em suas casas. No governo do Estado, nós vamos cobrar da Copel um plano de investimento que resolva, em definitivo, esse problema da queda de energia. Ainda mais num contexto em que está cobrando mais de 20% na conta de luz. É inaceitável”, afirmou Moro.
O comerciante Helio Blaskows, proprietário do Pesque-Pague Recanto das Flores e vice-presidente da associação de moradores da região, contou que ficou três dias sem energia e teve prejuízos no estabelecimento. “Perdi peixe, picolé, sorvete e dois motores de câmara fria em quatro meses”, relatou.
Moro afirmou que o Estado também deverá atuar na defesa de quem sofrer prejuízos provocados pelas falhas no fornecimento.
“Se não houver ressarcimento voluntário, vou colocar a Procuradoria-Geral do Estado atuando em favor de quem trabalha e produz”, disse.
O candidato também afirmou que a eventual privatização da companhia precisa resultar em melhoria efetiva do serviço prestado à população.
“Eu sou favorável à privatização, mas a privatização tem que resultar em um serviço de maior qualidade e não menor. E, com a caneta do governador, é isso que a gente vai exigir da nossa empresa paranaense, com toda a força que o governo tem”, acrescentou.
Produzir e preservar
Outro tema do encontro foi a necessidade de conciliar produção e preservação ambiental. Moro defendeu uma mudança na atuação do Instituto Água e Terra (IAT), com processos digitalizados, mais transparência e uma postura de orientação aos produtores.
“O meio ambiente é importante e temos que pensar em um modelo sustentável. Mas também temos que tomar cuidado para não colocar uma camisa de força no produtor. O IAT precisa ter uma cultura mais de orientação”, afirmou.
O produtor Augusto Gonçalves destacou o papel das propriedades rurais na preservação das nascentes e cursos d’água que contribuem para a Represa do Miringuava. Ele defendeu o fortalecimento do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) como incentivo a quem mantém áreas preservadas. A agricultora e empreendedora Elisa Dila resumiu: “Aqui nós não plantamos só comida. Nós também plantamos água.”
Produtores de leite
A presidente da Cooperativa de Leite de São José dos Pinhais, Miri Schulz, também relatou dificuldades enfrentadas pelo setor. Segundo ela, a cooperativa produz cerca de 12 mil litros por dia, com custo de aproximadamente R$ 2,60 por litro e valor recebido em torno de R$ 2,65. “São cinco centavos para manter a vaca e todo esse esforço”, afirmou.
Moro disse ainda que pretende dar continuidade às melhorias das estradas rurais para facilitar o transporte da produção e reforçou que seu governo terá como diretriz “valorizar quem trabalha e quem produz”.
O encontro foi promovido pela Associação de Moradores, Comerciantes e Agricultores da Colônia Murici e Região (ANCA), presidida por Robson Rodolfo Rodrigues, e reuniu produtores, comerciantes e empreendedores do turismo rural, agricultura, pecuária leiteira e produção de peixes. Estiveram representadas as comunidades de Gamelas, Avencal, Papanduva da Serra, Murici e Antinha, na área rural de São José dos Pinhais.
