O tempo em que Pontal do Paraná fazia mais com menos: a gestão que marcou uma geração
Naquela época, a prefeitura dispunha de apenas 12 milhões de reais por ano. Ainda assim, o então prefeito José Antônio da Silva, o “Zé do Pontal”, mostrou que com gestão, organização e vontade política é possível transformar uma cidade.
Enquanto hoje a administração municipal “surfa na onda” dos investimentos do Estado, dependendo dos poucos recursos que chegam a conta-gotas — e vendo outras regiões litorâneas receberem aportes milionários —, Zé do Pontal fazia acontecer com o que tinha.
E fazia bem feito.
Educação: a prioridade de um governo visionário
Logo nos primeiros anos de sua gestão, Zé do Pontal deixou claro que educação seria prioridade.
Não se tratava apenas de construir salas de aula ou reformar escolas — era sobre trazer Pontal do Paraná para a era da tecnologia e do conhecimento.
Foi ele quem implantou os primeiros laboratórios de informática nas escolas e balneários, em locais como Shangri-lá, Ipanema e Praia de Leste (Escola Ezequiel Pinto da Silva).
Em uma época em que computadores ainda eram raros até nas grandes cidades, Pontal do Paraná dava um passo ousado rumo ao futuro, introduzindo o ensino digital para crianças e adolescentes.
Zé do Pontal informatizou a Prefeitura, modernizou o atendimento público e implantou programas educacionais e de capacitação voltados à comunidade, adquirindo mais de 80 computadores para escolas e setores municipais.
Essas ações transformaram a educação local em um símbolo de eficiência e pioneirismo — mostrando que, com planejamento, até um município de orçamento limitado podia sonhar grande.
E ele não parou por aí. Sob sua gestão:
Foram criadas 12 novas salas de aula, reformadas e ampliadas diversas escolas e construídas novas unidades em bairros e balneários;
A Banda Municipal ganhou instrumentos e aulas de música para jovens;
Foi implantado o Curso Supletivo de Ensino Médio, ampliando o acesso à educação;
E a cidade deu um salto histórico ao viabilizar, junto à Universidade do Litoral, cursos de nível médio e superior para 600 alunos.
Em menos de três anos, a educação de Pontal se tornou referência regional, servindo de exemplo para municípios vizinhos que vinham conhecer o “modelo Zé do Pontal”.
Um governo que transformava ideias em obras
Mesmo com um orçamento enxuto, a lista de realizações impressionava:
Construção da Agência do Banco Social e do Balcão de Emprego;
Construção da sede do Parque do Manguezal do Perequê;
Construção do Mercado de Peixes de Shangri-lá, em parceria com o Estado;
Reforma e ampliação do Posto de Saúde 24 Horas;
Implantação da Farmácia Básica Municipal e de consultórios odontológicos;
Criação da Clínica Municipal de Ultrassom e do Laboratório Municipal de Análises Clínicas;
Revitalização das praças de Praia de Leste e Carmery;
Implantação de iluminação pública em toda a orla marítima, de Monções a Pontal do Sul;
Construção da Garagem Municipal, ponte da Rua Itoporangá e diversas passarelas;
Criação do Projeto Passo a Passo – Saúde para Todos, com foco em idosos e hipertensos;
Criação da Defensoria Pública Municipal e implantação da Casa de Apoio à Gestante;
Aquisição de duas viaturas para a Polícia Militar, duas para a Polícia Civil e uma ambulância;
Implantação do Transporte Urbano Municipal, cumprindo promessa de campanha.
Planejamento, trabalho e resultados concretos
Enquanto muitos administradores se queixam da falta de recursos, Zé do Pontal planejava, organizava e executava.
O segredo de seu governo era simples: fazer bem-feito com o que se tinha.
Com um orçamento anual de 12 milhões — valor pequeno até para a época —, o prefeito e sua equipe priorizaram projetos com retorno social imediato: educação, saúde, emprego e infraestrutura.
E o resultado era visível.
As escolas eram reformadas, as praças revitalizadas, as estradas recebiam manutenção, e a cidade respirava otimismo.
Os moradores acreditavam que o futuro de Pontal estava sendo construído, tijolo por tijolo, com o suor de uma gestão que fazia mais do que prometia.
Crescimento com identidade e participação popular
Zé do Pontal também criou o Programa Crescendo com Pontal, que envolvia mais de 300 alunos em atividades esportivas e culturais — karatê, futebol, capoeira, dança, xadrez, e até o projeto Bombeiro Mirim.
Foi implantado o Plano Diretor Urbano, que ordenou o crescimento da cidade e norteou o desenvolvimento de Pontal do Paraná por anos.
Além disso, sua administração apoiava e fortalecia os eventos culturais e tradicionais, como:
Festival do Caranguejo (janeiro);
Sambaqui Pontal (fevereiro);
Festa de São José (abril);
Festival do Trabalhador (maio);
Festival do Turismo e Frutos do Mar (julho);
Festival de Inverno (agosto);
Camacho (setembro);
Aniversário do Município (dezembro).
O legado de uma gestão que deixou saudade
Os três anos de governo de Zé do Pontal foram marcados por um sentimento coletivo de orgulho e pertencimento.
As pessoas viam as mudanças acontecendo, os investimentos chegando e o futuro sendo desenhado com as próprias mãos.
Hoje, ao olhar para trás, é impossível não sentir nostalgia por aquele tempo em que Pontal do Paraná tinha rumo, tinha gestão e tinha resultados.
Um tempo em que a cidade fazia mais com menos — e provava que a boa administração não depende apenas de recursos, mas de vontade política e planejamento.
> “Planejar, executar e servir. Esse é lema da nossa gestão participativa. E mesmo com pouco, nós fizemos muito.”
— José Antônio da Silva, o Zé do Pontal.

